ou discurso de gêneros na faculdade de lugar nenhum
põe-se que feminismo vem de feminino, o que o extrema ao masculismo, não ao machismo - a postura machista constrói a imagem da mulher-fêmea, em bases biológicas: menos muscular, mais responsável pelos filhos, geratriz, enfim.
propõe-se, então, que a batalha de gênero é em essência biológica, que a biologia é ciência-e-fato, e que o homem-ser é igualmente animal, irresolutamente. a própria definição como uma libertação sexual, já admite a noção de um retrocesso ao aspecto instintivo (aposto ao civil/racional), objetivando uma igualdade de comportamento animal dentro da sociedade. (o feminismo não pode existir apenas para as mulheres fazerem sexo sem culpa.)
há uma concepção levemente enganada, aí, porque a luta nunca é contra a opressão. toda opressão é uma impressão, desde que não trate de força; a indução à culpa pelo sexo, por exemplo, existe como uma falha de conceito, não como um julgamente moral externo. o papel do feminismo (e toda outra corrente de pensamento de gênero) é o de desenvolvimento de uma linguagem e de um lugar do gênero em questão.
porque o feminismo não percebe as possibilidades qualificativas de ser mulher: a questão não é onde a mulher, oprimida pelo machismo (até verdade, mas conceitualmente livre), é colocada: mas onde ela deveria estar. a busca pela liberdade do gênero não pode existir apenas como uma destruição, mas como a preservação de valores intrínsecos ao gênero.
em exemplo básico, a mulher arrisca biologicamente muito mais no sexo do que o homem, porque o papel dela é mais essencial. o romantismo da criação da vida, da maternidade, é execrado na necessidade de sexo sem consequência, etc.
cansei.
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