A grande coisa da vida é que, bem, a gente cresce estranho. Meio de lado ou como uma árvore; o que, naturalmente, faz muito mais sentido -- mas a impressão de progresso, de cronologia, de retidão é... não sei, urbana?, o bastante para ser desnorteante.
Digo, é como um prédio que depois vira um arranha céu que depois vira... enfim, não sei como vão chamar as aberrações no horizonte de Dubai, mas a idéia é essa. Sempre mais alto, sempre [i]adiante[/i]. E, na maior parte das vezes, a gente sequer supera as coisas, a gente só vê elas diferentes, perdidas numa paisagem imensa de outras coisas, onde elas não se destacam tanto assim. Mas isso parece errado, mesmo assim.
[O que desencadeia o texto, revelo, é Clint Eastwood, do Gorillaz. Mais especificamente, a letra ter passado de absolutamente imbecil para fatalmente bem humorada -- I'm useless, but not for long! The future is coming on!]
E essa impressão de que se deve pôr um passo atrás do outro e subir, subir! , SUBIR! dá uma inevitabilidade estranha na vida - é do que a feito o destino, enfim. Mas a vida não é um caminho sem volta [se fosse seria a morte], e você pode se arrepender e achar essa escolha que você fez uma merda e pensar Hey Vamos Tentar Outra Coisa.
Mas o que me assusta, acho, é que ficar velho é o mesmo que abrir mão de todo o romantismo do mundo [a não ser ficando bem velhinho mesmo, onde o saudosismo da idade, ou do pré-túmulo, perdoa o renascimento do romance]. Talvez pelo anacronismo entre o amor e a idade, talvez porque o amor deixe de ser uma coisa assim linda como parece hoje e vire uma fase - da mesma forma que eu queria ser um Cavaleiro do Zodíaco quando era pequeno, hoje eu quero amar e ser amado [ou enfins], e no futuro eu guardarei ambos [meus mangás e meus amores] com o carinho trágico de não serem bons como eu me lembrava ser. Isso posto, agora é como se eu esperasse pelo dia em que Antes do Amanhecer deixe de ser um dos filmes favoritos e vire uma curiosidade nas estante de dvds/bluerays/energia plasma.
Enfim, não sei exatamente o meu ponto. Eu devo ser um pessimista irremediável, só.
Digo, é como um prédio que depois vira um arranha céu que depois vira... enfim, não sei como vão chamar as aberrações no horizonte de Dubai, mas a idéia é essa. Sempre mais alto, sempre [i]adiante[/i]. E, na maior parte das vezes, a gente sequer supera as coisas, a gente só vê elas diferentes, perdidas numa paisagem imensa de outras coisas, onde elas não se destacam tanto assim. Mas isso parece errado, mesmo assim.
[O que desencadeia o texto, revelo, é Clint Eastwood, do Gorillaz. Mais especificamente, a letra ter passado de absolutamente imbecil para fatalmente bem humorada -- I'm useless, but not for long! The future is coming on!]
E essa impressão de que se deve pôr um passo atrás do outro e subir, subir! , SUBIR! dá uma inevitabilidade estranha na vida - é do que a feito o destino, enfim. Mas a vida não é um caminho sem volta [se fosse seria a morte], e você pode se arrepender e achar essa escolha que você fez uma merda e pensar Hey Vamos Tentar Outra Coisa.
Mas o que me assusta, acho, é que ficar velho é o mesmo que abrir mão de todo o romantismo do mundo [a não ser ficando bem velhinho mesmo, onde o saudosismo da idade, ou do pré-túmulo, perdoa o renascimento do romance]. Talvez pelo anacronismo entre o amor e a idade, talvez porque o amor deixe de ser uma coisa assim linda como parece hoje e vire uma fase - da mesma forma que eu queria ser um Cavaleiro do Zodíaco quando era pequeno, hoje eu quero amar e ser amado [ou enfins], e no futuro eu guardarei ambos [meus mangás e meus amores] com o carinho trágico de não serem bons como eu me lembrava ser. Isso posto, agora é como se eu esperasse pelo dia em que Antes do Amanhecer deixe de ser um dos filmes favoritos e vire uma curiosidade nas estante de dvds/bluerays/energia plasma.
Enfim, não sei exatamente o meu ponto. Eu devo ser um pessimista irremediável, só.
Sem comentários:
Enviar um comentário